sexta-feira, 21 de outubro de 2011

WebAula Motivação


A importância da afetividade nas relações humanas e na mediação e o significado da motivação no desempenho do papel de tutor



Vivemos no mundo cada vez mais tecnológico e virtual no qual o processo educacional está inserido, e com isso há uma preocupação com a educação de qualidade que tem como foco, além do ensinar, ajudar a integrar ensino e vida, ética e conhecimento, reflexão e ação. Educar é possibilitar ao educando a integração de dimensões da vida que o levam a encontrar novos caminhos e dão respaldo as tomadas de decisão ao longo de sua trajetória. Educar é integrar as dimensões intelectual, emocional, profissional, que proporcione a realização e contribua para ações cidadãs. Leia o que fiz José Manuel Moran sobre Educar:

De toda situação, leitura ou pessoa pode-se extrair alguma informação que pode contribuir com nosso conhecimento, agregar valor aquilo que já sabemos, alterar determinados conceitos ou visão de mundo, e incorporar novos pontos de vista, o que contribui para a aprendizagem e o desenvolvimento.
Uma questão valiosa para se compreender no processo de educação diz respeito à motivação de quem está envolvido na relação – educador e aluno. Para conhecer melhor sobre esse tema, faço o convite para que leiam o texto indicado.
Conheça mais sobre a Motivação e ensino-aprendizagem aplicados no EaD.
Acesse o link:

 

Aprendemos quando interagimos com os outros e o mundo e depois, quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo nossa própria síntese, nosso reencontro do mundo exterior com a nossa re-elaboração pessoal, ou seja, quando nós re-significamos a nossa subjetividade. E uma dessas vias é através da afetividade.
A afetividade nos ajuda a avaliar as situações, serve de critério de valorização positiva ou negativa para as situações de nossas vidas. Em muitas situações da vida, não há mediação do pensamento, são os afetos que determinam nosso comportamento.
Para entendermos a afetividade é preciso conhecer a emoção. Kaplan e Sadock (apud Fiorelli, 2009) conceituam emoção como “um complexo estado de sentimentos, com componentes somáticos, psíquicos e comportamentais, relacionados ao afeto e ao humor”.
O afeto é uma experiência de emoção observável, expressa pelo individuo. O afeto apresenta correspondentes nos comportamentos: gesticulação, voz, etc. A afetividade tem um significado amplo, referente às vivências do indivíduo e às formas de expressão mais abrangentes e essencialmente humanas.

O que é a Afetividade?

Saiba que a afetividade (na forma das emoções) está relacionada e têm atuação sobre as funções mentais superiores. Vamos verificar quais são as funções e como isso ocorre?
1. Os componentes emocionais modificam a sensação. Sabe como  Um individuo em estado de ansiedade possui os limiares de sensação nitidamente afetados para determinados estímulos.
2. E a percepção  A interpretação que um indivíduo faz de um fenômeno depende estreitamente de fatores emocionais.
3. Sabe o que acontece com a memória  Segundo Myers (apud Fiorelli, 2009), “a ausência de emoção significa memória mais fraca”, ou seja, lembramos mais de situações que nos impactaram com emoções.
4. Sobre o pensamento e a linguagem, os efeitos da emoção são inquestionáveis, já que a experiência emocional requer uma interpretação consciente do estimulo que a provoca, o pensamento é um ingrediente da emoção. Assim, o mesmo fato pode gerar culpa em uma pessoa e ódio em outra – o fato gera a emoção, o pensamento estabelece sua natureza.

Wallon e Vigotyski (apud, Leite, 2011 ) tem muitos pontos em comum no que se refere a afetividade, ambos assumem que há um caráter social e tem uma abordagem de desenvolvimento para a afetividade. Defendem a íntima relação que há entre o ambiente cultural/social e os processos afetivos e cognitivos, além de afirmarem que se inter-relacionam e influenciam-se mutuamente.
Desta forma, percebe-se que a afetividade está presente em todas as principais decisões de ensino assumidas pelo professor e mediador, constituindo-se como fator fundador das relações que se estabelecem entre alunos e conteúdos escolares. A qualidade da mediação determina toda a história futura da relação entre o aluno e um determinado conteúdo ou pratica desenvolvida na escola, os educadores que desenvolvem uma mediação afetiva com resultados afetivos, determinam processos de constituições individuais duradouros e importantes para os indivíduos (Leite, 2011).

Conheça mais sobre o papel do tutor no EAD.  Leia o artigo “A importância do tutor no processo de aprendizagem a distancia” – Regina Barros Leal – UNIFOR, que está no link:

Estamos concluindo essa primeira etapa, mas é preciso buscar mais informações e agregar valor ao conhecimento sobre esse tema. Falar sobre educação, como dissemos inicialmente, é complexo, EAD então, mais complexo ainda por ser algo que está sendo construído continuamente. Como uma longa caminhada que só é possível após dar o primeiro passo, a educação a distância já está caminhando.... é preciso contribuir a cada instante para que se aprimore.

REFERÊNCIA

LEAL, Regina B.  A importância do tutor no processo de aprendizagem a distância. Disponível em: www.rieoei.org/deloslectores/94/947Barros.pdf . Acesso em 15.08.2011

FIORELLI, José Osmir. Psicologia para Administradores. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2009.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

LEITE, Sergio A Silva; TASSONI, Elvira C Martins. A afetividade em sala de aula: as condições de ensino e a mediação do professor. Disponível em: www.fe.unicamp.br/alle/textos/SASL-AAfetividadeemSaladeAula.pdf

MAIA, Carmem; MATTAR, João. ABC da EAD. A educação a distância hoje. 1ª Ed. São Paulo: Pearson, Prentice Hall, 2007.

Manual para tutores <www.abed.org.br/col/tutoriaead.pdf> Acesso em 12 agosto 2011.

MORAN, José Manuel; MASSETO, Marcos T; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 19ª edição. Campinas, SP: Papirus Editora, 2011.

SANTO, Ieda Medeiros Cordeiro Espírito.  Vínculos afetivos na educação a distância: possibilidades e impossibilidades. Dissertação de Mestrado, São Paulo: UMESP – Universidade Metodista de São Bernardo do Campo, 2011.

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